O que parece ser consenso médico pode, na verdade, ser fabricado. É isso que aconteceu na medicina de gênero, argumenta @LeorSapir. Grupos médicos como a AAP e a Endocrine Society frequentemente citam as diretrizes uns dos outros como "evidências", criando um ciclo de citações circulares que dá a aparência de rigor científico. Comunicações internas mostram a WPATH elaborando estratégias para fazer com que grandes associações endossem suas diretrizes para lhes dar credibilidade, como Sapir era. Nenhum grupo concordou em endossá-los, diz Sapir. Mas nenhum os criticou também. Muitas organizações suprimiram ativamente a dissidência dentro de suas próprias fileiras. Por que esses grupos continuam insistindo, mesmo agora? Talvez seja difícil demais admitir que estavam errados depois de endossar medicamentos e cirurgias poderosas e irreversíveis para crianças, diz Sapir. Ele aponta incentivos de curto prazo: os líderes dessas organizações geralmente têm um mandato de apenas um ou dois anos, o que facilita simplesmente adiar a situação. Ele também descreve a "captura por comitê" — um pequeno bloco motivado de ativistas dentro de grandes organizações dominando uma maioria difusa que é menos mobilizada (ou tem medo de se arriscar). O resultado? A minoria organizada vence. Por fim, a própria medicina depende de uma "cadeia de confiança": médicos de uma especialidade deferem à expertise de colegas de outra. Quando um campo específico é capturado, essa cadeia pode se romper — com consequências de longo alcance.